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Como assentar revestimentos ceramicos

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Quando começamos esse blog, nosso intuito principal era trazer sempre informações e dicas sobre reforma e construção. E é isso que ainda temos em mente, e nosso conteúdo se extende não só para você que quer reformar a casa e tem dúvidas sobre como deve organizar essa reforma. Nosso conteúdo também é interessante para aqueles que querem fazer seus próprios reparos e para os profissionais desta área. Dessa forma, trazemos mais uma série de “pequenos manuais” para que o iniciante ou profissional tenha as informações básicas de como assentar um piso cerâmico. Anteriormente vimos um artigo falando apenas dos materiais, acessórios e ferramentas utilizadas no assentamento, hoje veremos os métodos. Lembrando que de nada adianta comprar um piso ou revestimento cerâmico de alta qualidade, se não for assentado corretamente. Mãos à obra!

 

Para assentarmos pisos e revestimentos cerâmicos devemos seguir alguns procedimentos por ordem e não “pular” nenhum deles:

 

    1. PLANEJAMENTO
    2. APLICAÇÃO DA ARGAMASSA COLANTE
    3. ASSENTAMENTO DAS PLACAS CERÂMICAS
    4. REJUNTE
    5. CURA
    6. LIMPEZA

 

PLANEJAMENTO

 

  • Verificar o esquadro e as dimensões da base a ser revestida para definição da largura das juntas entre as peças, buscando reduzir o número de recortes e o melhor posicionamento destes.
  • Locar, sobre a superfície a ser revestida, as juntas horizontais e verticais entre as peças cerâmicas.
  • Marcar os alinhamentos das primeiras fiadas, nos dois sentidos, com linhas de nylon, servindo então de referência para as demais fiadas, ou então a partir da fixação de uma régua de alumínio junto à base.
  • Arranjar as peças de forma que sejam feitos cortes iguais nos lados opostos à superfície a ser revestida.
  • Planejar a colocação das peças com relação: à decoração das peças, ao encaixe preciso dos desenhos, à colocação em diagonais e perpendiculares.
  • Para o caso de assentamento de paisagens ou mosaicos, desenhar com giz as figuras a serem formadas, colocando entre as linhas desenhadas o formato e a cor das peças que fazem parte do desenho.

 

APLICAÇÃO DA ARGAMASSA COLANTE

 

Preparo:

 

Preparar a argamassa manualmente ou em misturador mecânico limpo, adicionando-se água na quantidade recomendada na embalagem do produto até que haja homogeneidade da mistura. A quantidade preparada deve ser suficiente para um trabalho de no máximo 2 a 3 horas. Após a mistura, a argamassa deve ficar em repouso pelo período de tempo indicado na embalagem, para que ocorram as reações dos aditivos, sendo a seguir reamassada. No caso de preparo manual, utilizar um recipiente plástico ou metálico limpo, para fazer a mistura.

 

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Aplicando:


O método de aplicação da argamassa colante depende da área da placa cerâmica a ser assentada. Para peças cerâmicas com área igual ou menor que 900cm2, a aplicação da argamassa pode ser feita pelo método convencional, ou seja, a aplicação da argamassa é somente na parede, estando a peça cerâmica limpa e seca para o assentamento. O posicionamento da peça deve ser tal que garanta contato pleno entre seu tardoz e a argamassa. Para áreas maiores que 900cm2 a argamassa deve ser aplicada tanto na parede quanto na própria peça (dupla colagem). Os cordões formados nessas duas superfícies devem se cruzar em ângulo de 90º, e a cerâmica deve ser assentada de tal forma que os cordões estejam perpendiculares entre si.

 

Área da superfície das
placas cerâmicas (cm2)

Formato dos dentes da
desempenadeira (mm)

Procedimento

menor que 400

Quadrados 6 x 6 x 6

Convencional

entre 400 e 900

Quadrados 8 x 8 x 8

Convencional

maior ou igual a 900

Quadrados 8 x 8 x 8

Dupla colagem

 

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A argamassa deve ser espalhada com o lado liso da desempenadeira, comprimindo-a contra a parede num ângulo de 45º, formando uma camada uniforme. A seguir, utilizar o lado denteado da desempenadeira sobre a camada de argamassa, para formar cordões que facilitarão o nivelamento e a fixação das peças cerâmicas. Durante a colocação das peças os cordões de cola devem ser totalmente esmagados, formando uma camada uniforme, e garantindo o contato pleno da argamassa com todo o verso da peça. A espessura da camada final de argamassa colante deve ser de 4 a 5mm, podendo chegar a 12mm em pequenas áreas isoladas, onde existam irregularidades superficiais na base. As reentrâncias de altura maior que 1mm, eventualmente presentes no tardoz das peças cerâmicas, devem ser preenchidas com argamassa colante no momento do assentamento.

 

image

 

Devem sempre ser respeitados os tempos de uso, tempo em aberto e tempo de ajuste, indicados na embalagem do produto, levando-se em conta que em dias secos, quentes e com muito vento, estes tempos são diminuídos. O final do tempo em aberto da argamassa é indicado pela formação de uma película esbranquiçada sobre os cordões de cola. A partir deste momento as condições de assentamento ficam prejudicadas, podendo favorecer o descolamento precoce da peça cerâmica. Periodicamente durante o assentamento, deve-se arrancar peças aleatoriamente (1% das peças), verificando se estão com o verso totalmente preenchido com argamassa. Este procedimento é denominado de Teste de Arrancamento e se destina a avaliar a qualidade do assentamento, e fazer ajustes caso seja necessário.

 

ASSENTAMENTO DAS PLACAS

 

O tardoz da placa cerâmica a ser assentada deve estar limpo, isento de pó, gorduras, ou partículas secas e NÃO deve ser molhado antes do assentamento. A colocação das placas cerâmicas deve ser feita de baixo para cima, uma fiada de cada vez. As placas cerâmicas devem ser colocadas ligeiramente fora de posição, sobre os cordões de cola. O posicionamento da peça é então ajustado e o revestimento cerâmico é fixado através de um ligeiro movimento de rotação. Para a retirada do excesso de argamassa, devem ser dadas leves batidas com um martelo de borracha sobre a face da cerâmica, ou mesmo batidas com cabos de madeira de martelos comuns e colher de pedreiro. A argamassa que escorrer deve ser limpa antes do seu endurecimento, evitando que esta prejudique o rejunte.

 

REJUNTE

 

REJUNTE

 

imageO preenchimento das juntas de assentamento pode ser iniciado no mínimo 3 dias após concluído o assentamento das peças. Verifique, primeiramente, se existe alguma cerâmica onde não há argamassa embaixo. Para isto, dê leves pancadas com os dedos sobre a superfície das cerâmicas, se alguma delas apresentar um barulho oco, esta deve ser removida e reassentada. A seguir, limpar as juntas, eliminando toda a sujeira existente e umedecê-las, somente em locais com muito sol, ventos constantes ou baixa umidade do ar. Utilizar somente argamassas de rejunte industrializadas, especiais para rejuntamento e com impermeabilidade garantida. A argamassa de rejunte deve ser misturada em um recipiente metálico, ou de plástico, limpo, obedecendo as recomendações do fabricante quanto à quantidade de água, até a obtenção de uma mistura homogênea.

 

No caso de argamassas industrializadas, a mistura deve permanecer em repouso por 15 minutos após o processo de mistura. Após o período de repouso, a argamassa deve ser remisturada e espalhada nas juntas com auxílio de uma desempenadeira com base de borracha flexível, em movimentos alternados, de modo que ela penetre uniformemente no espaço entre as cerâmicas. Após secagem inicial da argamassa, remover o excesso com pano, esponja ou estopa úmidos. Após transcorrido mais algum tempo, que garanta princípio de endurecimento da argamassa, frisar as juntas, obtendo assim acabamento liso e regular. Esta operação pode ser feita com instrumentos de madeira, desenhados especialmente para esse fim, ou com auxílio de cabos elétricos dobrados. Limpar novamente com estopa ou pano secos, para remoção de quaisquer resíduos de argamassa aderidos sobre o revestimento cerâmico.

 

LIMPEZA

 

Esta é a operação final e tem a finalidade de eliminar resíduos de argamassas ou outros materiais usados no processo de assentamento. A limpeza de revestimentos com ácido é contra-indicada, pois pode prejudicar tanto a superfície da peça cerâmica como o rejunte. Entretanto, quando for necessária a limpeza com ácido, deve-se usar uma parte de ácido para dez partes de água (1:10). Neste caso, deve-se proteger previamente com vaselina os componentes susceptíveis ao ataque pelo ácido. Após a limpeza, que deve ser feita com água em abundância, utiliza-se uma solução neutralizante de amônia (uma parte de amônia para cinco partes de água) e se enxágua com água em abundância. Finalmente, enxuga-se com um pano para remover a água presente nas juntas.

 

CURA

 

Após a limpeza, as operações para o revestimento da parede estão completas, muito embora a parede ainda não esteja adequada para uso. É necessário esperar aproximadamente 15 dias para que as reações físicas e químicas, que ocorrem com as argamassas, possam acontecer. Estas reações são fundamentais para a qualidade da aderência entre as diversas camadas que compõe a parede revestida com placas cerâmicas.

Equipamentos e ferramentas para assentar pisos ceramicos

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É muito importante que o assentador, antes de iniciar os trabalhos de colocação da cerâmica, certifique-se de que possui todas as ferramentas e equipamentos essenciais para o assentamento, de forma a poupar tempo e trabalho durante a execução dos serviços. As ferramentas e equipamentos necessários à execução do assentamento de revestimento cerâmico em pisos internos são:


ferramentas-assentar-piso





Cortadores de vídia manuais

São mais utilizados para cortes retos, embora possam também ser usados para a execução de cortes curvos. Nestes casos aconselha-se a colocação de uma peça cerâmica auxiliar embaixo daquela a ser cortada, para facilitar o giro do equipamento.




disco-de-corte-diamantado



Disco de corte diamantado


Também usada para cortes retos, a serra elétrica produz linhas de corte mais limpas, sem o problema de fendilhamento do esmalte dos cortadores manuais.





torques


Torquês

A torquês produz cortes irregulares, deixando cantos denteados. Portanto, use-a somente para pequenos cortes nos cantos das placas cerâmicas, a serem assentadas em áreas menos visíveis.






maquita 


Serra Circular

Para cortes irregulares. Cantos mais precisos que a torquês.



desempenadeira-dentadaDesempenadeira dentada

Ferramenta utilizada para a aplicação da argamassa colante. As desempenadeiras, usadas para pisos, possuem dentes de forma quadrada e cujas dimensões variam de acordo com a área da placa cerâmica a ser assentada. Quando os dentes da desempenadeira se desgastarem em 1mm na altura, eles deverão ser refeitos com uma lima, ou a desempenadeira deverá ser substituída por uma nova.



desempenadeira 

Desempenadeira de madeira

Utilizada para o acabamento superficial da camada de regularização.






desempenadeira-emborrachada
Desempenadeira emborrachada

Usada para pressionar o rejunte dentro das juntas existentes entre as placas cerâmicas. Segure a desempenadeira a aproximadamente 90 graus e a arraste diagonalmente com movimentos de vai e vem. Use a desempenadeira de canto, lado reto, para remover o excesso de argamassa de rejunte.







espacadores



Espaçadores


Espaçadores são pequenas peças de plástico, na forma de cruz ou “T”. Estas peças são colocadas entre placas cerâmicas adjacentes, e servem para manter uniforme a largura das juntas, e o alinhamento das placas cerâmicas.




martelo-de-borracha


Martelo de Borracha

O martelo de borracha ou o vibrador mecânico é utilizado para pressionar a placa cerâmica contra a parede a qual será colada.





furadeira-broca-circular


Furadeira c/ serra copo


A furadeira elétrica com serra copo acoplada é usada para fazer furos circulares em revestimentos cerâmicos mais resistentes, como a cerâmica grês.

Dicas para comprar pisos cerâmicos

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piso_ceramico Trocar o piso da casa ou do escritório é dar nova vida ao ambiente, isso todos nós sabemos. Mas diante das opções de preços, tipos, e qualidades, ficamos com uma certa dúvida na hora de comprar. Talvez pelo fato de demorarmos a ter que trocar pisos acabamos por ficar desatualizados em relação às novidades do mercado. Nesse artigo vamos abordar as dicas e informações sobre como escolher o piso mais adequado e também o significado das principais especificações.

 

Porque devemos estar atentos

 

De acordo com a ANFACER (Associação Nacional dos Fabricantes de Cerâmica para Revestimento), há cada vez mais produtos de baixa qualidade, resultantes de processos de fabricação deficientes. Alguns fabricantes, com o objetivo de aumentar a produção e ganhar mercado, reduzem propositalmente o tempo de permanência no forno, reduzindo custos de fabricação e gerando produtos de qualidade inferior. Por sorte, existem atualmente 12 empresas do setor que submeteram voluntariamente seus produtos ao processo de certificação. As marcas certificadas podem colocar, na embalagem ou no produto, a marca do Organismo de Certificação, acompanhada do logo do INMETRO (organismo credenciador), atestando que o produto está de acordo com as normas.

 

Características Geométricas

 

O processo de queima das placas cerâmica em fornos onde a temperatura facilmente ultrapassa os 1000 graus centígrados faz com que as mesmas variem em sua forma e tamanho. Essas variações são previstas, mas há um limite e isso conta como fator de qualidade. O esquadro, a curvatura, o empenamento e a variação de espessura das placas cerâmicas são dados importantes inclusive para o profissional que irá assentá-las na sua obra. As informações a respeito das dimensões das placas cerâmicas (dimensão nominal, dimensão de fabricação e espessura) devem estar presentes na embalagem dos produtos. Por isso, é sempre bom procurar por produtos RETIFICADOS. As peças cerâmicas quando retificadas apresentam praticamente o mesmo tamanho. Fato este que facilita consideravelmente o alinhamento na hora do assentamento.

 

Absorção de água

 

A taxa de absorção de água é fator de extrema importância pois influencia diretamente na resistência mecânica da placa. Quanto mais essa placa absorve umidade, menos resistência ela terá. Placas com baixíssimas taxas de absorção são os porcelanatos, que chegam a praticamente 0%. Essa informação deve vir explícita na embalagem, pois é fundamental para a escolha do produto dependendo da aplicação. Para banheiros, por exemplo, onde a umidade é alta, deve ser usada uma cerâmica com baixa taxa de absorção. Vejam as informações abaixo.

 

  • Porcelanatos: baixa absorção e resistência mecânica alta (0 a 0,5%)
  • Grês: baixa absorção e resistência mecânica alta (0,5 a 3%)
  • Semi-Grês: média absorção e resistência mecânica média (3 a 6%)
  • Semi-Porosos: alta absorção e resistência mecânica baixa (6 a 10%)
  • Porosos: alta absorção e resistência mecânica baixa (acima de 10%)

 

Identificações Nas Embalagens (Rotulagem)

 

De acordo com a Norma, várias informações devem estar presentes na embalagem, como tamanho, classe de abrasão (PEI) números de peças por caixa, lote, especificação de juntas, etc. A ausência de informações, principalmente daquelas relacionadas a aspectos técnicos do produto, pode levar o consumidor a adquirir produtos que não sejam adequados às suas necessidades.

 

Como Escolher Corretamente:

 

Leve em consideração os seguintes requisitos:

 

  • Procedência do Produto: informações sobre o fabricante (telefone, endereço) e indicação de estar de acordo com as normas.
  • Local de Aplicação (parede ou piso): área residencial, comercial ou industrial.
  • Trânsito no Local: de pessoas, de veículos, de móveis que são arrastados – para determinar o Índice PEI do produto que será comprado.
  • Umidade no Local: para determinar o Grupo de Absorção do produto – para locais mais úmidos, recomendam-se produtos com baixa absorção.
  • Metragem do Local (m2): para cálculo da quantidade de peças necessárias.

 

PEI:

 

Os revestimentos cerâmicos também são classificados segundo teste de resistência do esmalte da peça ao desgaste por abrasão. Essa classificação é conhecida como Índice PEI, onde são indicados os ambientes mais adequados para sua aplicação.

 

  • PEI 1: recomendado para ambientes residenciais onde se caminha geralmente com chinelos ou pés descalços. Exemplo: banheiros e dormitórios residenciais sem portas para o exterior.
  • PEI 2: recomendado para ambientes residenciais onde se caminha geralmente com sapatos. Exemplo: todas as dependências residenciais, com exceção das cozinhas e entradas.
  • PEI 3: recomendado para ambientes residenciais onde se caminha geralmente com alguma quantidade de sujeira abrasiva que não seja areia e outros materiais de dureza maior que areia (todas as dependências residenciais).
  • PEI 4: recomendado para ambientes residenciais (todas as dependências) e comerciais com alto tráfego. Exemplo: restaurantes, churrascarias, lojas, bancos, entradas, caminhos preferenciais, vendas e exposições abertas ao público e outras dependências.
  • PEI 5: recomendado para ambientes residenciais e comerciais com tráfego muito elevado. Exemplo: restaurantes, churrascarias, lanchonetes, lojas, bancos, entradas, corredores, exposições abertas ao público, consultório, outras dependências.

 

Recebimento do Material:

 

Verifique se todas as caixas contêm produtos do mesmo tamanho, tonalidade, qualidade, lote e índice PEI (classe de abrasão superficial), e se essas especificações correspondem ao seu pedido e se estão discriminadas na embalagem.

 

Como Armazenar Peças Sobressalentes:

 

  • Armazene as embalagens que sobraram em ambientes protegidos do sol e da chuva.
  • Evite lugares muito úmidos ou com possibilidades de empoçamento de água.
  • Mantenha as embalagens secas e em posição vertical.

 

Limpeza:

 

Nunca utilize ácido para a limpeza dos revestimentos cerâmicos, ele corrói o esmalte, propiciando a entrada de agentes agressivos sob sua base. Sua conservação e limpeza podem ser feitas com uma simples solução de água e detergentes neutros.

 

 

FONTE: Inmetro